Participação na Conferência Mundial de Cidades PDF Imprimir E-mail
Ter, 03 de Fevereiro de 2009 12:38

  A Conferência foi promovida pela Prefeitura de Porto Alegre e a Prefeitura de Roma, Ministério das Cidades, Confederação Nacional dos Municípios, Governo do Estado e Caixa Econômica Federal, reunindo 500 intelectuais de 30 países para relatar experiências positivas de gestão pública nos municípios.
  Os assuntos tratados estavam dentro dos temas: Direito às cidades, Governança e Democracia em Cidades, Desenvolvimento Local em Cidades e Sustentabilidade e Cidades-Redes.

 

  Participação na Conferência Mundial de Cidades, pela Arq. Magda Cobalchini - IPURB - Bento Gonçalves

 

  Quando recebi o convite para participar da Conferência e li os prospectos, já percebia o sucesso da mesma, pela forma como foi concebida trazendo casos reais, palpáveis, para termos cidades mais inclusivas e sustentáveis no século 21, ampliando horizontes e possibilidades. Esta oportunidade nos oferece o aproveitamento do que deu certo e conhecermos o que não funcionou.
  A Conferência foi promovida pela Prefeitura de Porto Alegre e a Prefeitura de Roma, Ministério das Cidades, Confederação Nacional dos Municípios, Governo do Estado e Caixa Econômica Federal, reunindo 500 intelectuais de 30 países para relatar experiências positivas de gestão pública nos municípios.
  Os assuntos tratados estavam dentro dos temas: Direito às cidades, Governança e Democracia em Cidades, Desenvolvimento Local em Cidades e Sustentabilidade e Cidades-Redes.
  Este processo de uma "nova forma de governabilidade" é essencial para alcançar os OITO OBJETIVOS DO MILÊNIO: acabar com a fome e a miséria, educação de qualidade de todos, igualdade entre sexos e valorização da mulher, reduzir a mortalidade infantil, melhorar a saúde das gestantes, combater a AIDS, a malária e outras doenças, qualidade de vida e respeito pelo meio ambiente.
  A educação foi muito debatida no evento (cidades educadoras), com ênfase na política da leitura como processo de inclusão social, como levar internet e estabelecer redes digitas em todas as escolas.
  Segundo John Dewey, filósofo norte-americano, "só é possível alcançar a democracia praticando a democracia, não sendo possível tomar um atalho autocrático para a sociedade democrática". Antonella Noya, analista sênior de Roma, debateu o tópico "Economia Social e Empresas Sociais: Em direção à Inclusão Social", enfatizando que para aprimorar a sociedade, torna-se necessário aliar interesses econômicos e sociais.

  Já Barcelona, defendeu que comunicação e informação é o mínimo que a democracia participativa pode oferecer, sendo necessário um intercâmbio entre os governos locais.
  Do México veio a idéia de que a transparência nos projetos exige mais responsabilidades das pessoas envolvidas, e Luiz Pierry, presidente da QPC, enfocou que a necessidade de uma gestão pública moderna está crescendo a cada dia.
  Para a ONU "é imprescindível que o administrador tenha uma imagem pessoal íntegra, e que sua administração trate com seriedade a questão dos gastos públicos, entendendo que violência urbana é fruto das escolhas dos jovens, que deve ter como parâmetro uma imagem pública íntegra.
  Michel Shuman, dos Estados Unidos, defende que "nesta era globalizada existem duas formas de pensar em desenvolvimento: a conservadora, que acha que não há alternativa a não ser a busca de investimentos externos a exportar e aquela que aposta nas empresas locais".
  Para Léo Vogt, sociólogo e ex-consultor da UNESCO, parceria é quando reunimos os deiferentes em torno da mesma mesa e com objetivos comuns e públicos".
  Para finalizar, é importante conhecermos a abordagem da UNESCO sobre as cidades: "A cidade é, por assim dizer, o grande laboratório social de nossos tempos. É na cidade que reside o desafio de humanizar a globalização e implementar experiências inovadoras de cidadania".

 
 

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